A prótese de silicone é hoje um dos procedimentos mais realizados na cirurgia plástica, mas, como todo implante médico, não está isenta de riscos. Um dos mais discutidos é a ruptura do implante, que pode ocorrer ao longo dos anos. Embora não seja um evento de urgência, exige acompanhamento e, em alguns casos, nova cirurgia.
Segundo a cirurgiã plástica Dra. Adriana Lembi, trata-se de uma intercorrência descrita na literatura médica:
“Existe uma incidência esperada. Estudos mostram que os implantes de primeira linha têm uma taxa de ruptura entre 5 e 8% nos primeiros dez anos. A partir daí, o índice pode se elevar devido ao desgaste natural dos materiais.”

Ruptura de Prótese de Silicone: O Que Toda Paciente Precisa Saber
Perguntas Frequentes sobre Ruptura de Prótese de Silicone
O que é a ruptura da prótese de silicone?
É quando o invólucro da prótese sofre uma fissura ou rompimento, permitindo que o gel de silicone interno extravase ou se mantenha dentro da cápsula fibrosa formada pelo corpo.
Em quanto tempo pode acontecer a ruptura?
A ruptura pode ocorrer em qualquer momento, mas os estudos apontam que o risco aumenta após dez anos da colocação, devido ao desgaste progressivo da prótese.
A Dra. Adriana Lembi reforça:
“A partir de dez anos, o acompanhamento deve ser mais rigoroso, justamente porque o índice de ruptura tende a aumentar.”
A ruptura é perigosa para a saúde?
Na maioria dos casos, não há risco imediato. O silicone de próteses atuais é coeso, o que significa que não se espalha pelo corpo. Ainda assim, a ruptura é indicação de cirurgia corretiva.
Como descobrir se a prótese rompeu?
Grande parte das rupturas é silenciosa, sem sintomas. O diagnóstico geralmente é feito em exames de imagem, como ultrassonografia ou ressonância magnética.
“Por isso é recomendável o acompanhamento periódico, mesmo quando a paciente não apresenta queixas”, explica a Dra. Adriana Lembi.

Quais os sinais que podem indicar uma ruptura?
Em alguns casos, podem surgir:
• alteração no formato da mama,
• endurecimento ou dor local,
• sensação de “mama diferente”.
No entanto, a ausência de sintomas não significa que esteja tudo bem. Só os exames confirmam.
É preciso trocar a prótese imediatamente?
Não. A ruptura não é considerada emergência médica. Mas deve ser corrigida em prazo relativamente curto.
“É uma cirurgia indicada, mas não de urgência. Pode ser agendada com calma, em alguns meses, considerando a conveniência da paciente”, ressalta a Dra. Adriana Lembi.
Como é feita a correção da ruptura?
O tratamento envolve retirar a prótese rompida e substituí-la por um novo implante. Em alguns casos, pode ser associada a uma mastopexia (suspensão da mama).
A ruptura pode ser evitada?
Não existe prevenção absoluta, mas manter acompanhamento regular, realizar exames de imagem recomendados e optar por implantes de qualidade ajudam a reduzir os riscos.
Preciso trocar minha prótese de silicone a cada dez anos?
Na parte da troca por tempo de implantes, existem duas condutas:
Troca por volta dos 15 anos (variando de acordo com a avaliação dos implantes em exames complementares, como ultrassonografia e ressonância magnética), evitando permanecer com implantes que já sofreram desgaste e estão mais suscetíveis a intercorrências.
Troca apenas na vigência de alguma alteração nos implantes.

Ruptura de Prótese de Silicone: O Que Toda Paciente Precisa Saber
Conclusão
A ruptura da prótese de silicone não deve ser motivo de pânico, mas exige atenção. Acompanhamento médico periódico, exames de imagem regulares e avaliação com um cirurgião plástico de confiança são fundamentais.
Nas palavras da Dra. Adriana Lembi:
“A presença de uma ruptura é sempre indicação de cirurgia, mas com segurança e planejamento. O mais importante é que a paciente saiba que esse risco existe e mantenha o acompanhamento adequado.”